PSOL
Pré-candidatura coletiva - ALESP

Mulheres negras no poder: abrir caminhos e semear a esperança!

Manifesto da Bancada Feminista do PSOL, pré-candidatura coletiva à reeleição para a Assembleia Legislativa do estado de São Paulo

"Relembrar e saudar quem veio antesAngela, Conceição, Carolina, Maria e ClementinaSementes, buquês, EspertirinaCompor poesia combustãoPra dar base aos pés e força nas mãos"Trincheira #ElasSim, Drik Barbosa e Slam da Minas

Mulheres negras movem estruturas, essa é a convicção que nos guia. Nosso projeto político acredita na potência da coletividade, das mulheres negras em movimento para criar um mundo novo. Atuamos dentro e fora da institucionalidade para mudar o presente e conquistar um futuro de igualdade e justiça social.

O desafio é grande, mas nossa coragem é maior. Nos últimos anos, sentimos na pele que a velha política, assim como o racismo, vai morrer gritando. Enfrentamos o ódio das elites que nunca aceitaram a presença de nossos corpos e bandeiras nos espaços de poder.

Em 2026, apresentamos nossa pré-candidatura à reeleição para fortalecer a voz das mulheres negras na Alesp. Unidas e diversas, agora vamos por mais. Vamos juntes abrir caminhos e semear a esperança!

Felicidade é um substantivo feminino

Carregamos nos ombros o destino da sociedade. Recai sobre nós jornadas de trabalho extenuantes, em empregos precarizados e nos cuidados com a família e a casa. Querem controlar nossos corpos, desejos, conhecimentos.

Não contavam, porém, com a nossa mania de resistir e inventar, nas brechas do sistema, novas formas de existir. A Bancada Feminista do PSOL é fruto dessa busca. Gritamos "mulheres vivas" nas ruas e nas redes, mas não queremos apenas sobreviver.

Lutamos cotidianamente pelo direito à felicidade. Temos direito não só a serviços públicos, trabalho, salário e moradia dignos, mas igualmente a toda forma de amor, ao descanso, à arte e ao lazer.

Essa compreensão é o alicerce mais profundo do nosso movimento e, claro, de nossa pré-candidatura coletiva. A derrota deles é a possibilidade de arrancarmos, por meio da organização popular, alegria ao futuro!

Ocupar a política e mudar a foto do poder

Acreditamos que política se faz em comunhão, buscamos dar voz a trabalhadoras, negras, periféricas, mães, quilombolas, mulheres 60+, indígenas, PcDs e pessoas trans. Somos diversas, mas não estamos dispersas. Por isso, a escolha pelo mandato coletivo é expressão do nosso projeto político: o feminismo para os 99%, popular, antirracista e inclusivo.

Em 2026, apresentamos nossa pré-candidatura com uma nova formação, somando companheiras com trajetórias militantes e vivências muito ricas. Paula Nunes, Simone Nascimento, Sirlene Maciel, Raquel Gualberto e Camila Lisboa vão representar a Bancada Feminista do PSOL nas próximas eleições.

Brasil, um país em disputa

Em 2022, conseguimos interromper o governo genocida de Bolsonaro. Não foi fácil reconstruir o país desde então. Sem muita luta política e pressão popular, não seria possível derrotar o Congresso Nacional inimigo do povo e conseguir vitórias, como a isenção do imposto de renda e o fim da escala 6x1.

Este ano, no entanto, os golpistas podem voltar ao poder. A soberania nacional, a democracia e os direitos sociais continuam em risco. Reeleger Lula presidente é, portanto, a tarefa mais importante. Nossa campanha estará a serviço dessa batalha. As mulheres e a população negra podem fazer a diferença nessa disputa.

O fascismo ameaça o mundo

A extrema direita não é um inimigo poderoso apenas no Brasil. O bolsonarismo é parte de um novo movimento fascista internacional, que tem Trump como líder. O projeto deles é superexplorar e dominar os povos do Sul global. São responsáveis pelo aumento da violência e pelo aprofundamento da crise climática no planeta.

Não por acaso, as mulheres, o povo negro e a população LGBTIA+ são alvos da extrema direita. Eles sabem que somos protagonistas da resistência contra seus planos de extermínio de vidas e direitos.

Por isso, para nós, o internacionalismo ecossocialista não é somente um sonho, mas um horizonte estratégico e uma prática diária.

É hora de virar o jogo em São Paulo

No estado de São Paulo, vivemos nos últimos anos um pesadelo. O governo Tarcísio aliou a venda de bens públicos a recordes de letalidade policial nas periferias das grandes cidades. Contou, para isso, com a subserviência da maioria dos deputados da Alesp.

As privatizações não melhoraram a vida do povo. A Sabesp e a CPTM são provas disso: conta de água mais cara, precarização dos serviços, explosões, descarrilamentos e atrasos. O metrô e a educação também estão na mira do governador. Os parques estão se tornando espaços privados e perdendo sua vocação socioecológica.

Por sua vez, o terror policial só amplia o genocídio da juventude negra. O fracasso da chamada guerra às drogas ficou evidente, mais uma vez, com a Operação Escudo na Baixada Santista.

Enquanto isso, a insegurança cresce e os casos de violência doméstica disparam em nosso estado. Em São Paulo, o número de feminicídios registrados neste ano é bem maior que a média nacional.

Nós queremos construir lares sem que a vida de nossas famílias seja impactada pelos desastres climáticos, cada vez mais frequentes, com as secas e enchentes que causam tragédias do interior ao litoral.

Não podemos permitir que Tarcísio e seus aliados governem São Paulo por mais quatro anos. Estamos com Haddad para virar o jogo e construir um estado que invista em serviços públicos de qualidade, proteja o meio ambiente, valorize o funcionalismo e garanta segurança a mulheres, jovens, idosos e crianças.

Coletividade em movimento: um mandato necessário

Quando fomos eleitas em 2022, fizemos o compromisso de não dar um dia de paz para a extrema direita. Estamos orgulhosas de ter cumprido essa promessa. Fomos a pedra no sapato de Tarcísio, Derrite e dos bolsonaristas da Alesp.

Tentaram, sem sucesso, até cassar o nosso mandato. Não suportam um mandato que tem a cara e levanta as pautas da maioria. O apoio de milhares de pessoas foi imprescindível para impedi-los. Contra os discursos de ódio, apostamos na mobilização coletiva.

Agora, chegou a hora de construirmos juntes uma ampla corrente para reeleger a Bancada Feminista do PSOL. Venha fazer parte dessa caminhada. Assine nosso manifesto, traga propostas, ideias e ajude na pré-campanha. Contamos com você!

Junte-se à luta

Assine o manifesto e mostre que o povo de São Paulo tem quem lute por ele.

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